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É claro que “o que é válido para alguns não o é para todos”, mas manter hábitos de vida saudáveis é, certamente, uma exceção a esta máxima. Para exemplificar, cito o caso de Renata (nome fictício), 42 anos: “Há dez anos fiz tratamento de reprodução assistida para engravidar da minha filha, que nasceu ótima e saudável. Como tínhamos problema de infertilidade, nunca nos preocupamos em evitar a gravidez, nem quando eu parei de fumar, passei a me alimentar melhor e praticar corrida regularmente. Resultado: engravidei de novo”.

Cultivar bons hábitos alimentares incluindo muitas frutas, verduras, legumes, cereais integrais, grãos e carnes magras diariamente é imprescindível, pois assim é possível garantir a ingestão de zinco, selênio, vitaminas do complexo B, vitamina A e as vitaminas antioxidantes C e E, tão importantes para o sistema reprodutor do homem e da mulher.

As causas da infertilidade são variadas e normalmente não são exclusivas de um sexo ou de outro, mas, excluindo-se os fatores genéticos e anatômicos, é preciso considerar a mudança de hábitos nocivos ou exclusão de fatores de risco para a infertilidade que incluem: álcool, tabagismo, drogas ilícitas, automedicação e aditivos alimentares – glutamato monossódico (temperos prontos) e aspartame (alguns adoçantes) – que podem predispor a infertilidade. É importante também controlar os níveis de stress e manter uma alimentação adequada.

Por ser um período de muito stress e ansiedade é recomendado que o casal procure realizar exercícios físicos regularmente (sob liberação do médico) para ajudar a aliviar tensões e melhorar o desempenho do corpo para a reprodução humana assistida.

É preciso considerar que a alimentação exerce um papel primordial no fornecimento de nutrientes adequados para o bom crescimento de células do corpo, o que também contribui para a fertilidade. Alguns nutrientes ajudam a melhorar a mobilidade dos espermatozoides, outros aumentam seu número, outros interferem no formato e tudo contribui numa maior chance de reprodução. Já na mulher, a boa nutrição pode ajudar a repor os nutrientes carentes, auxilia no tratamento de ovários policísticos, da endometriose, na regularização hormonal, entre tantos outros benefícios.

Outro aspecto relevante em relação à nutrição diz respeito ao peso corporal. Não podemos esquecer que estar com o peso na faixa de normalidade contribui muito com as adequadas taxas de fertilidade. É muito comum casal infértil que após perda de peso programada obtém sucesso na fertilização.

Para indivíduos acima do peso é importante fazer dieta para aumentar as chances de sucesso do tratamento, mas de maior importância é adotar um hábito de vida equilibrado, com refeições planejadas e balanceadas, para que seja um benefício e não um prejuízo para a fertilidade deste casal, uma vez que restrições calóricas muito intensas podem atrapalhar o sucesso de vocês.

Gabriela Halpern Nutricionista – CRN3-8616