Fertility

Perguntas sobre endometriose

Endometriose é a presença de uma estrutura semelhante ao endométrio (camada que reveste internamente o útero e que é eliminado durante a menstruação), localizada fora do seu local habitual, que é a cavidade uterina e que responde às ações hormonais do ciclo menstrual feminino.

Não. Apesar de ser uma afecção ligada diretamente a órgãos ginecológicos pela ação hormonal, pode se instalar em outros órgãos, como por exemplo, intestinos, bexiga, ureter, pulmões e etc.

Não. A endometriose é uma afecção benigna que rarissimamente se maligniza. Estão descritos na literatura médica mundial alguns casos, quando relacionados principalmente a endometriomas ovarianos.

Existem várias explicações para o aparecimento da endometriose. A causa mais comum é que a mulher no período menstrual apresenta uma menstruação retrógrada, isto é, menstrua para dentro da cavidade abdominal e, encontrando um meio adequado favorece o implante de pedaços de endométrio, que responde às alterações do ciclo hormonal feminino, desenvolvendo a endometriose. Outras formas podem aparecer, como por exemplo, alterações embriológicas (na formação dos órgãos genitais femininos), processos inflamatórios, que com a irritação peritoneal podem desenvolver também a endometriose.

Sim. Como a endometriose é, por definição, descrita como a presença de uma estrutura semelhante ao endométrio localizada fora de seu local habitual, ela responde às ações hormonais do ciclo menstrual.

Existem várias causas que podem explicar a infertilidade. A mais comum é a formação de processos aderenciais, decorrentes de processos inflamatórios provocados pelo sangramento interno. Esses processos aderenciais podem se instalar em torno de estruturas nobres para a fertilização, como tubas uterinas e ovários, na parte posterior e baixa do útero, junto aos intestinos e, em algumas ocasiões, podem tomar dois ou mais órgãos. Outras causas possíveis de infertilidade provocadas pela endometriose são a presença de elementos celulares, alterações hormonais, prostaglandinas, que além de provocar alterações funcionais, podem provocar as dores pélvicas intensas, principalmente a cólica no período menstrual.

As pacientes portadoras de endometriose podem apresentar vários sintomas e que podem ser colocados em um quadro bem característico: dores intensas na menstruação, dores nas relações sexuais e dificuldade para engravidar.

Não. Estudos mostram que 50% das pacientes apresentam dores intensas e progressivas no período menstrual; 25% delas apresentam dores não relacionadas ao período menstrual e 25% são assintomáticas.

A princípio faz-se hipótese diagnóstica através da história clínica da paciente, consistindo basicamente em dores progressivas no período menstrual, dores nas relações sexuais e infertilidade. O diagnóstico definitivo é feito através de biópsia dirigida e anatomia patológica por ocasião da LAPAROSCOPIA (procedimento cirúrgico feito sob anestesia geral, que consiste em colocar um pequeno telescópio dentro do abdômen). Outros exames laboratoriais podem ser coadjuvantes no diagnóstico da endometriose.

Os sintomas da endometriose podem aparecer desde a primeira menstruação e podem durar até a menopausa (última menstruação), isto é, em todo o período em que as pacientes estiverem sob os efeitos dos hormônios do ciclo menstrual.

A endometriose pode provocar o aumento de risco para gravidez tubária e de abortamentos.

Os tratamentos cirúrgicos utilizados para a endometriose são os seguintes: eletrocirurgia para cauterizações e retiradas de focos de endometriose e uso de vaporizações de focos de endometriose com laser de CO2.

O tratamento clínico da endometriose pode ser efetuado objetivando somente o alívio da dor, isto é, tratamento sintomático; tratamentos hormonais que em média podem durar de três a seis meses, utilizando-se de hormônios que podem ser dados por várias vias: intra-nasal, comprimidos orais, injeções mensais e trimensais e injeções subcutâneas.