Fertility

Perguntas sobre reprodução

  • Captar o óvulo, através de sua porção mais calibrosa e distal (fímbrias);
  • Permitir a migração dos espermatozoides até o óvulo para que ocorra a fertilização;
  • O embrião formado levará até 7 dias para atingir o endométrio no interior do útero e implantar.

É um órgão muscular, medindo 7 cm de comprimento pesando aproximadamente 70 gramas, com uma cavidade virtual revestida por um tecido que se renova todos os ciclos, chamado de endométrio. O endométrio sofre influência dos hormônios ovarianos. Durante a primeira fase do ciclo sob influência do estrógeno. É a chamada fase proliferativa. Após a ovulação, sob influência da progesterona, começa a sofrer transformações, possibilitando a implantação embrionária.

Os ovários são duas glândulas de aproximadamente 5×2 cm localizadas na cavidade pélvica da mulher lateralmente ao útero e intimamente relacionados às tubas em sua porção fimbriar. Todos os meses, um óvulo maduro é liberado por um dos ovários. O amadurecimento do óvulo e sua postura depende de uma interação entre os hormônios produzidos pela hipófise, hipotálamo e os ovários. Os ovários produzem dois hormônios: estrógeno (antes da ovulação), estrógeno + progesterona (após a ovulação). Na fase pré-ovulatória ou folicular ocorre a maturação do óvulo. Pela ultrassonografia transvaginal podemos acompanhar o crescimento folicular (folículo dominante) até a sua rotura, que corresponde à ovulação. Inicia-se então a fase pós-ovulatória ou luteínica, com predomínio da produção de progesterona pelo corpo lúteo.

Para corrigir o ciclo de mulheres que não ovulam e quando utilizamos técnicas de reprodução assistida. Quando induzimos a ovulação, normalmente as pacientes produzem vários óvulos. Melhoramos, portanto, a probabilidade de gestação devido ao aumento da oferta, para isto lançamos mão de drogas específicas para este fim.

Conforme a indicação clínica devemos utilizar uma forma específica de indução:

  • Coito programado e inseminação artificial com sêmen do marido ou doador – devemos utilizar uma indução “leve”, pois queremos que o ovário produza poucos óvulos (2 a 4), diminuindo assim a possibilidade de gestação múltipla.
  • Fertilização “In Vitro” – nestes casos a indução deve ser mais “pesada” isto é com uma produção de óvulos maior (10 a 20), sem ovulação espontânea.

1 – Citrato de clomifeno
2 – Letrozole
3 – hMG
4 – FSH puro urinário
5 – FSH recombinante
6 – LH recombinante
7 – hCG urinário e recombinante

Todas as vezes que induzimos a ovulação, devemos controlar o processo através da ultrassonografia e dosagens hormonais de LH e estradiol. Atualmente, os métodos mais antigos de controle ovulatório não são mais tão usados (temperatura basal, citologia hormonal seriada), por serem pouco práticos na execução e sujeitos a erros de interpretação. A primeira fase do ciclo ovulatório ou fase folicular, por ser dinâmica, é a mais importante em relação aos controles que são realizados. Devemos adequar a dose da droga indutora da ovulação conforme os resultados obtidos nos exames de controle.