INFERTILIDADE DE A a Z


Letra A

Adenomiose uterina
Doença caracterizada pelo espessamento dentro das paredes do próprio útero provocando sintomas como dor, sangramento ou cólicas fortes, especialmente durante a menstruação, a mesma pode apresentar um impacto negativo na implantação embrionária.  Normalmente é avaliada por exames de imagem.

Anovulia
A anovulação crônica, ou ausência de ovulação é um dos principais fatores de infertilidade feminina, na qual não ocorre a liberação do óvulo para ser fecundado pelo espermatozoide sendo necessário a investigação  clinica para a averiguar sua origem e  propor possíveis tratamentos.

Azoozpermia
A azoospermia é definida pela à ausência de espermatozoides no ejaculado após a centrifugação realizada durante o espermograma; essa condição pode ser classificada em:

Azoospermia obstrutiva: devido alguma obstrução presente no trato reprodutor masculino, como por exemplo, alterações nos canais deferentes, no epidídimo ou mesmo uma cirurgia de vasectomia, impedindo o transporte dos espermatozoides transporte até a uretra.

Azoospermia não-obstrutiva: caracterizada pela ausência na produção de espermatozoides, normalmente relacionada a alguma doença congênita ou ainda a pancadas na região dos testículos.

Letra B

Blastocisto
Fase de desenvolvimento embrionário que corresponde aproximadamente ao 5º dia de desenvolvimento, é caracterizado pela formação das seguintes estruturas: trofoblasto, o embrioblasto e a blastocele.

Blastômero
Estrutura que resulta das divisões celulares que ocorrem após a formação do zigoto, essas células resultantes são denominadas de blastômeros e correspondem ao 3º dia de desenvolvimento durante o desenvolvimento embrionário.

Biópsia Embrionária
Também conhecida por diagnóstico genético pré-implantacional. Baseiam-se em um conjunto de técnicas utilizadas no estudo genético de oócitos (corpúsculo polar) ou embriões em estágio de clivagem (3º dia de desenvolvimento); ou em blastocisto (5º ou 6º dia de desenvolvimento). Esta tecnologia permite avaliar a condição genética do embrião antes de sua transferência, de modo a reduzir transmissão de doenças genéticas graves em casais de risco elevado.

Letra C

Capacitação
Caracterizada por uma série de alterações estruturais e funcionais pelas quais o espermatozoide se torna capaz de fertilizar um. Normalmente necessita da exposição do sêmen no trato genital feminino, resultando no aumento da motilidade espermática e reação acrossômica, promovendo deste modo a fertilização do oócito.

Cateter
Instrumento de material sintético (silicone), com conexão para seringa numa extremidade e orifício de saída em outra, este instrumento é utilizado tanto para os procedimentos de inseminação intrauterina, como também para os procedimentos de transferência embrionária.

Corpo lúteo
Estrutura que se origina no folículo pós-ovulatório e que é responsável pela produção hormonal da segunda fase do ciclo menstrual (progesterona e estradiol).

Corpúsculo polar
São células que se formam durante a fase maturação oocitária, a fim de permitir a redução cromossómica característica da meiose.

Cromossomo
Parte do núcleo celular contém o material genético e existe em número de 23 pares (autossômicos) e 1 par sexual (46 XX para mulher; 46 XY para homem).

Letra D

Dopplerfluxometria
Exame ultrassonográfico que utiliza o princípio do Doppler para avaliar e medir o fluxo sanguíneo nos órgãos e tecidos.

Letra E

Embrião
Fase em que o produto da concepção está implantado no útero, após a formação da notocorda.

Endométrio
Camada funcional que reveste a cavidade interna do útero, modifica-se de acordo com os hormônios ovarianos preparando-se para a implantação do pré-embrião, ou desestrutura-se originando a menstruação.

Epidídimo
Órgão localizado na superfície posterior do testículo, este órgão. É composto por uma série de ductos, cujas funções incluem a  maturação e o armazenamento dos  espermatozoides.

Espermatozoide
Célula do aparelho reprodutor masculino responsável pela fecundação do óvulo, também chamada gameta masculino.

Espermograma
Exame laboratorial mais indicado para avaliar a quantidade e qualidade dos espermatozoides presentes no liquido seminal, normalmente é solicitado para durante a investigação da causa de infertilidade de um casal. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece parâmetros mínimos para que o homem seja considerado fértil.

Letra F

Fase lútea
É a fase do ciclo ovariano que se segue após a ovulação, caracterizada pela formação do corpo lúteo, produção de progesterona e modificações no endométrio para favorecer a implantação embrionária. 

Fator peritonial
É a causa de infertilidade feminina decorrente de alterações inflamatórias, infecciosas ou cicatriciais cirúrgicas na membrana intra-abdominal que reveste as tubas, o útero e os demais órgãos na pelve, impedindo a captação ovular e seu transporte.

Fecundação
Penetração do espermatozoide no óvulo, resultando na fusão do material genético, formando-se então o embrião.

Feto
Período de vida do produto conceptual que segue da 11ª semana até o nascimento.

FIV (fertilização in vitro)
Técnica de Reprodução Assistida em que os espermatozoides são colocados juntos com os óvulos após preparo, no Laboratório, para que haja a fecundação.

Folículo
Estrutura cística fisiológica do ovário que surge após modificações nos folículos primordiais, contém o óvulo que se desenvolve no seu interior.

Letra G

Gameta
Uma célula reprodutiva, pode ser um óvulo ou um espermatozoide.

Gonadotrofinas
Hormônios produzidos na hipófise e placenta, que estimulam as gônadas e, na grávida, promovem a sustentação da gestação.

Letra H

Hidrosalpinge
A alteração funcional das tubas uterinas na qual mesmas ficam obstruídas devido à presença de líquidos, o que pode acontecer devido à infecção, endometriose ou cirurgias ginecológicas;  é uma das mais frequentes causas de infertilidade.

Hiperprolactinemia
Disfunção da glândula hipófise que causa hipersecreção de prolactina, hormônio que atua na formação de leite nas mamas e tem efeito no ciclo ovulatório.

Hipófise
Glândula localizada no cérebro que controla através de hormônios outras glândulas, como os ovários e testículos.

Hipogonadismo Hipogonadotrófico
Condição em que as gônadas não funcionam adequadamente por falta de estímulo hipofisário.

Histerossonografia
Exame ultrassonográfico que utiliza líquido para a dilatação e contraste da cavidade uterina.

Letra I

Inseminação intrauterina
A inseminação intrauterina é considerada uma técnica de reprodução assistida de baixa complexidade. Assim como o coito programado, o ciclo menstrual da mulher é acompanhado pelo médico através de ultrassonografias transvaginais seriadas. No entanto, a diferença é que nesta técnica a paciente retorna à clínica em seu período ovulatório para a deposição do sêmen, de seu parceiro ou do doador, em sua cavidade uterina. O sêmen colocado diretamente na cavidade uterina da mulher facilita o encontro dos gametas e a fertilização natural. A inseminação pode ser realizada em um ciclo natural da paciente ou podem-se utilizar baixas doses de medicamentos para o estímulo da ovulação.

ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide)
Técnica de Reprodução Assistida, em que o espermatozoide é injetado no interior do óvulo por processo de micromanipulação.

ISCA (infertilidade sem causa aparente)
Condição do casal em que não se consegue a reprodução apesar dos exames especializados estarem dentro da normalidade, portanto, sem uma causa definida a princípio.

Implantação
O mesmo que nidação, é a fixação do pré-embrião no endométrio.

Letra M

Muco cervical
Substância produzida e secretada pelo colo uterino que auxilia no transporte, seleção e capacitação dos espermatozoides que penetram pela vagina e no orifício uterino.

Letra O

Ovário
Gônadas femininas responsáveis pela produção dos óvulos e hormônios.

Óvulo
Célula reprodutora feminina, também chamada oócito ou gameta feminino.

Letra P

Pré-embrião
Um óvulo fertilizado no estágio inicial de desenvolvimento antes da implantação.

Letra S

Sexo cromossômico
Referente ao arranjo dos cromossomos X e Y, responsáveis pela definição sexual genética do indivíduo.

Síndrome dos ovários micropolicísticos
Condição que reúne alterações hormonais e estruturais ovarianas e sinais e sintomas clínicos decorrentes da anovulação crônica.

Síndrome de Down
Conjunto de sinais e sintomas decorrentes de anormalidade cromossômica (trissomia do par 21), que afeta o indivíduo desde a sua concepção.

Letra T

Testículos
Gônadas masculinas responsáveis pela produção de hormônios e espermatozoides, localizadas na bolsa testicular.

Letra V

Vasectomia
Cirurgia em que se seccionam os ductos deferentes que levam os espermatozoides dos testículos à uretra, para fins contraceptivos.

Varicocele
Doença em que ocorre a dilatação das veias do cordão espermático.

Letra Z

Zona pelúcida
Camada que envolve o óvulo e que deve ser transposta pelo espermatozoide para que ocorra a fecundação; persiste no óvulo fecundado até que o pré-embrião sofra a eclosão para sua implantação no útero.

 

 

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