Resultados


Os resultados do Fertility Medical Group (Unidade São Paulo), apresentam um resumo de sucesso obtidos nos procedimentos realizados nos respectivos anos, incluindo ciclos de Injeção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI) com transferência de embriões a fresco e criopreservados, além de ciclos de doação de oócitos.
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» SUCESSO ALCANÇADO EM 2021

 

O Fertility Medical Group, unidade São Paulo (SP), apresenta um resumo das taxas de sucesso obtidas nos mais de 2000 procedimentos realizados durante o ano de 2021, incluindo ciclos de captação ovocitária para: congelamento de ovócitos (preservação da fertilidade); Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI) com transferência de embriões à fresco e criopreservados, além de ciclos de doação de ovócitos.

Resultados para ciclos de Captação Ovocitária 

A média de idade das pacientes submetidas à estimulação ovariana controlada foi de 37,2 anos, sendo que pacientes com idade igual ou superior a 36 anos representaram dois terços dos ciclos de ICSI realizados no ano passado (Figura 1).

Figura 1: Distribuição dos procedimentos de captação ovocitária realizados em 2021 de acordo com a faixa etária da paciente.

Dos ciclos de estimulação ovariana controlada iniciados para captação ovocitária, 26,5% foram de pacientes que optaram pelo congelamento de ovócitos para preservação da fertilidade, refletindo um aumento na procura desse tipo de tratamento em relação ao ano de 2020. A média de idade das pacientes que optaram por congelamento de ovócitos foi de 36,3 anos. Os demais ciclos (73,5%) são referentes a pacientes que iniciaram tratamento de fertilização in vitro para obtenção de gravidez, com média de idade de 37,7 anos (Figura 2).
Figura 2: Distribuição dos procedimentos de captação ovocitária de acordo com a finalidade – Fertilização in vitro (FIV) ou congelamento de ovócitos para preservação da fertilidade (Crio).

Também notamos nos ciclos para fertilização in vitro, realizados em 2021, um aumento considerável no número de casos encaminhados para biópsia embrionária. No ano de 2020, 33,8% dos ciclos iniciados com o objetivo de obtenção de gravidez foram encaminhados para biópsia e análise genética pré-implantacional. Em 2021, esta porcentagem subiu para 47,2% (Figura 3). Salvo algumas exceções, os embriões submetidos à biópsia foram criopreservados logo após o procedimento de retirada das células para análise genética e, aqueles com diagnóstico genético normal (euplóides), foram transferidos em ciclo subsequente com preparo endometrial e descongelamento de embriões. Os resultados referentes aos ciclos de transferência de embriões descongelados euplóides x embriões sem análise genética serão apresentados quando discutirmos os resultados dos ciclos de descongelamento.

Figura 3: Porcentagem dos ciclos de fertilização in vitro encaminhados para biópsia embrionária. Comparação entre os anos de 2020 e 2021.

Seguindo a tendência observada nos anos anteriores, a porcentagem de ciclos com embriões transferidos à fresco vem diminuindo. No ano de 2021, apenas 20,5% dos ciclos de fertilização in vitro tiveram embriões transferidos à fresco. Outra tendência mantida no ano de 2021 foi o alto número de ciclos transferidos no quinto dia de desenvolvimento, em estágio de blastocisto, o que demostra segurança no sistema de cultivo embrionário do nosso laboratório (Tabela 1).

Tabela 1: Comparação entre a porcentagem de ciclos transferidos à fresco e porcentagem de transferências realizadas em D5 (estágio de blastocisto) entre os anos de 2018 a 2021.

Considerando o fator idade na chance de sucesso do tratamento, os resultados gerais para ciclos de ICSI com transferência de embriões a fresco, bem como aqueles obtidos de acordo com a faixa etária da paciente (≤30 anos, 31 a 35 anos, 36 a 39 anos ou ≥40 anos) estão apresentados nos gráficos 4A e 4B.

Figura 4: Taxa de gestação (A) e implantação embrionária (B), incluindo resultados distribuídos por faixa etária.

Resultados para transferência de embriões criopreservados

Destacamos que, após criopreservação, 98,3% dos embriões apresentaram-se viáveis, sendo mantidas as excelentes taxas de sobrevida embrionária (Figura 5A). Os gráficos apresentados a seguir fornecem também as taxas de sucesso obtidas após a transferência dos embriões criopreservados (Figuras 5B e 5C).

Figura 5: Taxa de sobrevida (A), gestação clínica (B) e implantação (C) obtidas após transferência de embriões criopreservados, incluindo resultados distribuídos por faixa etária.

Abaixo apresentamos os resultados de transferência de embriões descongelados especificamente de ciclos nos quais as pacientes não haviam realizado a transferência no ciclo fresco (Freeze-all, Figura 6). As menores taxas de gestação e implantação, apresentadas no grupo de pacientes com idade ≤30 anos, em relação aos demais grupos, se deve ao número reduzido de transferências realizadas nessa faixa etária (apenas 17 transferências).

 

Figura 6: Taxa de gestação (A) e implantação (B) obtidas após transferência de embriões criopreservados para casos de Freeze-all.

Como mencionado anteriormente, a procura por ciclos de fertilização in vitro seguido de biópsia embrionária para transferência de embriões com análise genética pré-implantacional cresceu bastante neste último ano. Os resultados a seguir comparam as taxas de gestação e implantação, geral e também de acordo com a faixa etária das pacientes, obtidas após transferência de embriões descongelados COM e SEM análise genética pré-implantacional (Figura 7). Os resultados gerais mostram uma maior taxa de gestação (56,3% x 49,2%) e implantação (43,2% x 30,1%) no grupo de pacientes que transferiram embriões após biópsia e análise genética. A transferência de embriões biopsiados se mostrou bastante benéfica para pacientes com idade ≥ 36 anos. Para pacientes com idade entre 36 e 39 anos a taxa de gestação dos grupos de embriões transferidos com e sem biópsia embrionária foi de 58,0% e 49,2%, respectivamente. Este resultado foi ainda mais significante quando analisamos as pacientes com idade ≥ 40 anos, onde a taxa de gestação foi de 56,3% e 30,6% para o grupo de embriões transferidos com e sem biópsia embrionária, respectivamente. Da mesma forma, resultados referentes à taxa de implantação também se mostram mais significativos para as pacientes com idade ≥ 36 anos.

O grupo de pacientes com idade ≤ 30 anos não apresentou melhora nas taxas de gestação e implantação após transferência de embriões submetidos à biópsia embrionária. Este grupo tem um número bastante reduzido de pacientes, apenas 9 transferências realizadas com embriões biopsiados, uma vez que não apresentam indicação para este tipo de análise, o que pode ter influenciado nas menores taxas de gestação e implantação.

Figura 7: Taxa de gestação (A) e implantação embrionária (B), incluindo resultados distribuídos por faixa etária, após transferência de embriões descongelados com e sem resultado de análise genética após biópsia embrionária.

Dinâmica Morfológica Embrionária Pós-Aquecimento

A aquisição da nossa segunda incubadora com sistema time-lapse, Embryoscope, nos permitiu avaliar também a dinâmica morfológica embrionária pós-aquecimento (Figura 8).

Figura 8: Representação da dinâmica morfológica embrionária pós-aquecimento.

Desta forma, os embriões descongelados também podem ser colocados no Embryoscope onde ficarão em cultivo por cera de 3 a 4 horas e, neste período, serão avaliados alguns parâmetros até o momento da transferência:

  • Espessura inicial da zona pelúcida (A) - nota = 0 ou 1
  • Espessura final da zona pelúcida (B) - nota = 0 ou 1
  • Área inicial do blastocisto (C) - nota = 0 ou 1
  • Área final do blastocisto (D) - nota = 0 ou 1
  • Expansão (E) - sim ou não

Para cada um destes parâmetros é dada uma nota, de acordo com a referência a seguir (Figura 9).

Figura 9: Parâmetros avaliados na dinâmica morfológica embrionária pós-aquecimento.

Analysis of the morphological dynamics of blastocysts after vitrification/warming: defining new predictive variables of implantation. Coelho et al. Fertil Steril. 2017.

Os parâmetros analisados estão relacionados ao potencial de implantação do embrião transferido. A nota final recebida pelo embrião pode variar de 0 a 4, sendo 4 correlacionado com maior potencial de implantação.

Após a transferência é gerado um laudo referente à dinâmica morfológica embrionária pós-aquecimento, onde constará a nota para cada um dos parâmetros analisados e a nota final do embrião transferido. Também é gerado um vídeo referente ao período de cultivo pós-aquecimento.

Resultados preliminares (análise de 44 embriões transferidos em 30 ciclos de descongelamento) mostram uma correlação positiva com a espessura inicial (OR: 0.712, p: 0.023) e final (OR: 0.647, p: 0.008) da zona pelúcida e também com a pontuação final do blastocisto. Embriões que receberam nota final = 0 tiveram 0% de taxa de implantação, diferentemente das demais notas (p < 0,001).

Resultados para ciclos de doação de ovócitos

O número de ciclos de fertilização in vitro utilizando ovócitos de doadora (Ovodon) também cresceu em 2021 em relação aos anos anteriores, como mostra a Figura 10.

Figura 10: Número de ciclos de Ovodon realizados nos últimos três anos.

Variáveis laboratoriais e clínicas indicativas do sucesso do tratamento de ciclos de pacientes receptoras de ovócitos doados foram avaliadas e estão representadas nos gráficos a seguir (Figuras 11 e 12).

Figura 11: Taxas de sobrevida ovocitária obtidas em ciclos de ovodoação (OVODON) realizados nos últimos 5 anos.

Figura 12: Taxas laboratoriais e clínicas obtidas após a transferência de embriões provenientes de ovócitos de doadora.

A Figura 13 apresenta os resultados dos ciclos de ovodoação (OVODON) em relação à origem dos ovócitos utilizados: ovócitos provenientes de doadoras Fertility e ovócitos importados de doadoras do IVI Bank.

Figura 13: Taxas laboratoriais e clínicas obtidas após a transferência de embriões provenientes de ovócitos de doadora Fertility e doadoras IVI Bank.

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