É possível ter filhos depois de um câncer?

Publicado 20 de outubro de 2011 por Marcelo Alexandre. Atualizado 22:32.

O câncer ainda é uma das principais causas de morte em todo o mundo, mas nas últimas décadas os avanços no combate à doença vêm se mostrando cada vez mais eficazes.
Tratamentos com químio e radioterapia têm permitido taxas de sobrevivência de 80% em crianças e adolescentes, por exemplo. Entre adultos, as perspectivas também estão crescendo. Preservar a fertilidade, então, é garantir mais qualidade de vida a esses pacientes – que depois de superar a doença podem satisfazer o desejo de gerar um filho, formar uma família.
Uma das maiores complicações dos tratamentos para o câncer é a esterilidade e a perda da função gonadal. Com o objetivo de oferecer a possibilidade de esses pacientes levarem uma vida mais próxima do normal é que muitas pesquisas têm sido feitas no sentido de preservar a fertilidade. Como as técnicas disponíveis ainda são limitadas, há muito trabalho a desenvolver, diz o doutor Edson Borges, diretor científico do Fertility – Centro de Fertilização Assistida, em São Paulo, e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA).
Para o especialista em Reprodução Humana, a proteção do tecido germinativo através de hormônios pode ser uma alternativa interessante para preservar a fertilidade de pacientes bem jovens que vão dar início ao tratamento de câncer, por ser um procedimento simples e seguro. Já em pacientes adultos, a criopreservação de embriões, de sêmen e de óvulos vem se comprovando bastante eficiente e apresentando resultados satisfatórios ao longo dos últimos anos.

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