Trabalho brasileiro fica entre os 10 melhores em Congresso da ESHRE

Publicado 7 de agosto de 2011 por larissa. Atualizado 00:06.

Durante o Congresso Europeu de Reprodução Humana e Embriologia (ESHRE), realizado recentemente em Estocolmo (Suécia), o trabalho de uma equipe de médicos brasileiros especialistas em fertilização assistida ficou entre os dez melhores do ano.

Trata-se de um estudo que, ao comparar duas técnicas empregadas em casais com infertilidade masculina, aponta o método que apresenta mais chances de resultar na gestação de meninas. Ao se comparar as técnicas ICSI (injeção intracitoplasmática do espermatozoide) e IMSI (injeção intracitoplasmática do espermatozoide morfologicamente selecionado) – também chamada de ‘Super ICSI’ – a segunda técnica conseguiu produzir embriões com maior probabilidade de estarem geneticamente normais.

Curiosamente, a incidência de embriões do sexo feminino também foi expressivamente maior – 64,7% contra 53,8% – diz Edson Borges, diretor do Fertility – Centro de Fertilização Assistida, em São Paulo.

O especialista ressalta que a escolha do sexo do bebê é proibida e desaconselhada pelos médicos, com uma exceção: quando empregada para prevenir a transmissão de doenças genéticas relacionadas ao sexo, como a hemofilia, por exemplo – doença observada em crianças do sexo masculino.

Somente nesses casos se justificaria selecionar embriões do sexo feminino. No geral, porém, tratam-se apenas de possibilidades (que podem ser maiores nessa nova técnica). Via de regra, o esperma que carrega o cromossomo X resultará numa criança do sexo feminino e o que carrega o cromossomo Y produzirá um menino. Nossa seleção recai, outrossim, sobre os embriões saudáveis, que podem resultar numa gestação bem-sucedida. Jamais discriminamos o sexo do bebê, diz Borges.

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