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Quando falamos de câncer em pacientes em idade pré-puberal, a única estratégia possível é a criopreservação de tecido ovariano prévio ao tratamento oncológico, para transplante autólogo futuro.

Enquanto para casos de câncer no homem, o congelamento seminal em bancos de sêmen visando à preservação da fertilidade futura é prática bem estabelecida quando em idade pós-puberal, para as mulheres, a única estratégia aceita pelas sociedades e comitês especializados em medicina reprodutiva até então, é o congelamento de embriões após ciclo de indução de ovulação para Fertilização in Vitro (FIV) ou vitrificação de oócitos para casos onde não temos parceiro definido, com resultados equivalentes ao congelamento de embriões em termos de sucesso.

Porém quando falamos de câncer em pacientes em idade pré-puberal, a única estratégia possível é a criopreservação de tecido ovariano prévio ao tratamento oncológico, para transplante autólogo futuro. Também pacientes no menacme que necessitam iniciar a quimioterapia imediatamente, e não podem passar pelo estímulo ovariano, têm como única opção o congelamento de tecido ovariano.

Em 2003, se deu a primeira gestação espontânea descrita na literatura após transplante por laparoscopia de fragmentos de tecido ovariano descongelados, realizada em uma paciente com antecedente de linfoma de Hodking tratado com quimioterapia e radioterapia 6 anos antes, cujo tecido havia sido extraído e criopreservado previamente ao tratamento oncológico (Donnez et al., 2004). A gestação ocorreu 11 meses após o transplante, porém evidência de função gonadal (desenvolvimento folicular e níveis estrogênicos elevados) já foi percebida entre 4 e 5 meses após o procedimento. Após 4 anos de acompanhamento pós-parto, a paciente ainda apresentava ciclos menstruais, com níveis de FSH flutuantes e elevados .O primeiro relato de gestação bem sucedida pós-punção folicular e ICSI se deu em 2005, em paciente com transplante de paciente submetida a tratamento prévio de linfoma não Hodking. Desde então, vários outros relatos vêm sendo publicados.

Abre-se uma promissora janela de esperança para preservação da fertilidade para este grupo específico de pacientes, principalmente com o grande avanço das estratégias de criopreservação que se observa nos últimos anos. Questões éticas devem ser discutidas antes que este procedimento seja oferecido rotineiramente.

 

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