TRABALHO EXTENUANTE PODE COMPROMETER FERTILIDADE MASCULINA

Publicado 2 de fevereiro de 2017 por Jornalismo Fertility. Atualizado 19:59.

Parece desculpa, mas não é. Pegar pesado no trabalho pode comprometer os planos de ser pai. De acordo com novos estudos realizados pelo National Institutes of Health (NIH) – agência de pesquisas médicas do Departamento de Saúde dos Estados Unidos –, em parceria com a Universidade de Stanford, a qualidade do sêmen se deteriora quando o homem exerce trabalhos extenuantes.
A pesquisa também inclui outros fatores que contribuem para a baixa qualidade seminal, como a hipertensão e doenças que levam à ingestão de muitos medicamentos diariamente. Assim como praticar exercícios em excesso pode comprometer a fertilidade – tanto masculina, quanto feminina –, exercer atividades profissionais extenuantes acarreta o mesmo problema. O excesso de cortisol acaba causando deficiência de testosterona.
Segundo Dr. Aguinaldo Nardi, especialista em Medicina Reprodutiva e diretor do Fertility Medical Group – Unidade de Bauru (SP), o cortisol é um hormônio esteroide produzido em resposta ao estresse. Apesar de ser fundamental para a vida, em excesso tem graves implicações.
Uma delas é exatamente a deficiência de testosterona. Outra, o aumento da pressão arterial – que leva, na sequência, à necessidade de medicamentos de uso contínuo. Esse conjunto ainda pode ser acrescido de fadiga, depressão e perda de desejo sexual. “A partir dos 30 anos, o homem começa a perder testosterona. A queda anual gira em torno de 0,8%. Isso tem levado muitos homens a buscar ajuda da Medicina Reprodutiva quando desejam ser pais na meia-idade.
“Mesmo quem já tenha filhos, isso não significa que estão isentos de enfrentar problemas mais adiante. Por isso, quando o casal tenta durante um ano inteiro engravidar e não consegue, o ideal é recorrer a uma clínica de fertilização assistida. Tanto a mulher quanto o homem serão criteriosamente avaliados sob o ponto de vista reprodutivo, histórico de saúde, estilo de vida, padrão alimentar, atividade profissional que exercem etc. Trata-se de um conjunto de informações que permitirá definir o tratamento adequado”, diz Nardi.
Na opinião do especialista, estudos como o apresentado pelo NIH, que alertam para o risco do excesso de esforço físico e de estresse, contribuem para o aperfeiçoamento dos tratamentos disponíveis.
“Não se pode esquecer que 40% das causas da infertilidade enfrentada por um casal estão relacionados a fatores masculinos. Como avançamos muito na resolução de alguns problemas que impactam a fertilidade de um casal, vale à pena recorrer à Fertilização Assistida para investigar as causas da infertilidade e fazer um tratamento adequado – o que pode implicar em mudanças de estilo de vida e, até mesmo, de ocupação.”

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